Cloudflare testa cache com Zstandard para triplicar capacidade
Publicado 02 de set. de 2026 · Leitura 2 min de leitura · Relevância 8.2
Um protótipo no Pingora comprime com Zstandard objetos de texto antes de gravá-los no cache, trocando alguns pontos de CPU por maior densidade e menos tráfego entre data centers.
CDNs e caches distribuídos podem recuperar capacidade e reduzir tráfego interno sem alterar o conteúdo servido, mas precisam provar que o custo de decodificação por requisição não prejudica latência e CPU.
A Cloudflare detalhou um protótipo chamado Cache Transcoding, implementado no proxy Pingora. Quando uma resposta elegível entra no cache sem Content-Encoding, o sistema a codifica com Zstandard nível 3 antes da gravação. A representação comprimida permanece no disco e entre camadas do Tiered Cache; o proxy decodifica o objeto apenas no salto que atende o cliente.
No corpus controlado, os objetos ficaram 2,834 vezes menores. A empresa mediu codificação a cerca de 232 MB/s e decodificação a 641 MB/s, com aumento de CPU de poucos pontos percentuais sob as premissas do teste. A política se limita a texto compressível com 200 OK, tamanho conhecido de pelo menos 4 KiB e sem compressão upstream. Imagens, vídeos, fontes, respostas por faixa e objetos já comprimidos ficam de fora.
O teste de desempenho passou de um milhão de requisições em dez servidores, mas usou apenas dois objetos deliberadamente compressíveis. Portanto, o número de quase três vezes não representa a frota nem a internet em geral. Ainda assim, a arquitetura mostra uma troca mensurável entre CPU, capacidade efetiva de disco e tráfego interdata center. Antes de adoção ampla, faltam testes com corpus diversificado, caudas de latência, objetos menos reutilizados e interação com compressão já negociada no caminho.
Acompanhar testes em corpus amplo, decisão de levar o protótipo à produção, efeitos em p95 e p99, níveis de Zstandard escolhidos e suporte futuro a respostas parciais ou já comprimidas.