G7 pede migração pós-quântica imediata a governos e empresas
Publicado 04 de set. de 2026 · Leitura 1 min de leitura · Relevância 8.9
O grupo de cibersegurança do G7 recomenda iniciar agora uma transição gradual e baseada em risco para criptografia pós-quântica, começando pelo inventário de ativos e dados duradouros.
A orientação desloca a criptografia pós-quântica de um experimento técnico para planejamento de risco, compras e arquitetura. Como inventário, interoperabilidade e troca de certificados levam anos, organizações com dados de longa duração precisam começar antes de existir um computador quântico criptograficamente relevante.
O Grupo de Trabalho de Cibersegurança do G7 publicou em 3 de setembro um chamado conjunto para que governos e organizações iniciem a migração para criptografia pós-quântica. O documento reconhece que a data de chegada de computadores capazes de quebrar criptografia de chave pública continua incerta, mas considera o risco suficiente para começar a transição agora.
A orientação prioriza inventariar ativos criptográficos, mapear dependências, identificar dados confidenciais que precisam permanecer protegidos por muitos anos e incluir requisitos pós-quânticos em ciclos normais de compra, renovação e modernização. Isso responde também ao risco de coleta atual de dados para descriptografia futura.
O chamado define cinco frentes: conscientização, estratégias nacionais, pesquisa e desenvolvimento, parcerias público-privadas e incorporação de PQC em requisitos de segurança. A ANSSI ressalta que adiar a migração pode deixar organizações expostas e criar desvantagens em contratos e aquisições.
Acompanhar cronogramas nacionais, exigências em contratos públicos, inventários criptográficos, suporte de fornecedores a padrões NIST, capacidade de troca de algoritmos e planos para sistemas legados, PKI, assinaturas e dados com retenção longa.