Bun 1.4 reescreve runtime em Rust
Publicado 21 de ago. de 2026 · Leitura 2 min de leitura · Relevância 9.1
Bun 1.4 troca Zig por Rust, amplia compatibilidade com Node.js, reduz consumo de recursos e incorpora APIs de browser, imagens, Markdown, cron e terminal.
A reescrita do runtime e o salto de compatibilidade alteram o risco de adoção do Bun em produção. Times Node.js ganham uma alternativa mais integrada, mas precisam testar addons, observabilidade e comportamento sob carga.
O Bun 1.4 é a primeira versão do runtime reescrita em Rust. O release também adiciona 1.517 testes da suíte do Node.js e corrige mais de 2.900 problemas acumulados desde a linha 1.3. Segundo os testes do projeto, módulos como node:http, node:fs, node:cluster, node:timers, node:zlib, node:vm e node:stream passam em 97% dos casos usados na comparação, mas o Bun ainda não declara compatibilidade total com Node.js.
O impacto operacional vai além da troca de linguagem. O projeto relata redução de até 35% no uso de memória, CPU ociosa cinco vezes menor e inicialização 50% mais rápida no Linux. Em seus benchmarks de servidores, o Fastify caiu de 233 MB para 120 MB e o Next.js de 397 MB para 285 MB. Esses números são medições do próprio fornecedor e precisam ser reproduzidos em cargas reais antes de orientar migrações.
A biblioteca padrão ganhou Bun.Image, automação de navegador com Bun.WebView, Bun.markdown, Bun.cron() e Bun.Terminal. O release ainda incorpora execução e testes paralelos, bun audit fix, bun dedupe e bun prune. O resultado aproxima Bun de uma plataforma integrada para aplicações JavaScript e TypeScript, reduzindo dependências externas em tarefas antes cobertas por bibliotecas separadas.
Observar regressões da migração para Rust, compatibilidade real com frameworks e módulos nativos, resultados independentes de memória e CPU e estabilidade das novas APIs incorporadas.